
Investigação localiza cemitério clandestino usado por facção no sul da Bahia
Três ossadas foram encontradas em povoado na cidade de Itabela (BA) Suspeita é que área era usada para ocultar vítimas do 'tribunal do crime'
Uma operação conjunta do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) e da Secretaria de Segurança Pública (SSP) localizou, na manhã desta quarta-feira (28), uma área utilizada como cemitério clandestino no povoado de São João do Monte, conhecido como Montinho, no município de Itabela, no extremo sul do estado.
Batizada de Operação “Cemitério Clandestino”, a ação resultou na localização de ao menos três ossadas humanas em uma região de mata fechada. Os restos mortais foram recolhidos pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT), que ficará responsável pelos exames de DNA e pelos procedimentos de identificação, para posterior comunicação às famílias.
A ofensiva foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Sul), com apoio das polícias Civil e Militar.
Investigação
De acordo com as autoridades, a localização da área foi possível a partir de informações obtidas em uma operação anterior, realizada no dia 20 de janeiro, pela 23ª Coorpin e pelo 28º Batalhão da Polícia Militar. Na ocasião, a ação tinha como foco o combate a Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) atribuídos a um grupo criminoso com atuação na região, e resultou na apreensão de armas, rádios comunicadores e roupas camufladas.
Levantamentos preliminares da inteligência policial apontam que o número de vítimas enterradas no local pode ser maior, podendo chegar a dez pessoas. A suspeita é de que o espaço tenha sido usado para a ocultação de corpos de vítimas de execuções promovidas por integrantes de organização criminosa.
Diligências continuam
A área permanece isolada e sob perícia. Segundo o MPBA, as diligências seguem em andamento com o objetivo de localizar outras possíveis ossadas e identificar novos pontos que possam ter sido utilizados para o mesmo fim por grupos criminosos que atuam no extremo sul da Bahia.
As investigações continuam sob sigilo para não comprometer o avanço das apurações.
Redação/ CN








