
Valença vive epidemia de barulho noturno com fogos de artifício — moradores pedem providências urgentes
Após as eleições, onde o uso de fogos foi proibido por lei, a cidade voltou a conviver com explosões quase diárias — muitas durante a madrugada. Crianças, idosos, pessoas com deficiência e até pacientes da Santa Casa estão sendo prejudicados.
Valença, no Baixo Sul baiano, enfrenta uma verdadeira “febre dos fogos”. O que antes era associado a festas específicas ou datas comemorativas, agora virou um tormento diário para a população, especialmente após as 22h e, em alguns casos, até 1h da madrugada.
A denúncia mais recente ocorreu nesta semana, por volta das 23h, quando o proprietário de um pequeno bar promoveu uma inauguração com intensa queima de fogos, causando pânico e incômodo em diversos bairros da cidade.
O evento foi marcado por quase quatro minutos seguidos de explosões, em total desrespeito à Lei do Silêncio e à convivência urbana. Crianças, idosos, animais domésticos e até pacientes internados na Santa Casa de Misericórdia ficaram visivelmente abalados.
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Segundo relatos colhidos pelo Cidade News, uma moradora da Praça da Vila Operária contou que o filho autista, de 8 anos, entrou em crise após o barulho e precisou ser socorrido por uma profissional da saúde que reside na vizinhança.
“Foi um desespero. A criança gritava, não conseguia se acalmar. Isso não é festa, é tortura para quem tem uma condição especial ou precisa de repouso à noite”, desabafou a mãe.
E a lei?
Durante o período eleitoral, foi proibida a utilização de fogos de artifício no município. A medida, à época, foi bem recebida pela população. Mas agora, muitos questionam:
Por que a proibição não foi mantida?
Os fogos e barulhos excessivos — inclusive de paredões de som, motocicletas alteradas e escapamentos adulterados — se tornaram rotina, sem fiscalização ou punição visível.
Clamor por uma legislação firme
Diante da situação, a população clama por uma lei municipal rigorosa que proíba, ou ao menos restrinja severamente, a soltura de fogos em horários noturnos e a circulação de veículos que excedem os limites de ruído.
“Pedimos as autoridades , Vereadores que possam pautaao juiz Dr. Leonardo Rulian Custódio que determine a proibição de fogos de artifício, paredões, motos e veículos fora dos padrões com barulho acima do permitido. Isso é uma questão de saúde pública, não apenas de incômodo”, apela um morador.
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A cidade aguarda uma resposta firme das autoridades, pois, até o momento, a sensação é de abandono e impunidade.
Cidade de Valença – Baixo Sul da Bahia
02 Agosto de 2025
Reportagem: Cidade News








